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Programa social da Secretaria de Habitação promove a inclusão e aumento da renda familiar

“Promover a inclusão social através do exercício pleno da cidadania, oferecer a perspectiva de um futuro melhor para as pessoas, capacitação e qualificação profissional e a melhoria da renda familiar”. Foi assim que a secretária de Habitação Social, Socorro Gadelha, resumiu o objetivo do trabalho social da Prefeitura de João Pessoa, através do Programa Pós Ocupacional realizado dentro dos residenciais construídos pelo programa habitacional do Município, que já beneficiou milhares de famílias na cidade.

O programa é realizado pela equipe técnica e social da Semhab e acomoda as famílias nos residenciais, organiza os condomínios, promove ações recreativas e inclusivas, atividades físicas e assistência à saúde, eventos culturais em datas comemorativas, fazem campanhas com outras secretarias e órgãos da Prefeitura, cursos de capacitação e qualificação, encaminham para o mercado de trabalho em parceria com o Sine-JP, além de promover diversos outros tipos de atividades.

Socorro Gadelha disse que o trabalho social tem um resultado positivo na vida das pessoas, lembrando que a Semhab trabalha com moradias de interesse social atendendo famílias que viviam em condições precárias, pagavam aluguel ou moravam na casa de parentes. “O nosso programa social é formado por um conjunto de atividades e ações cujo principal objetivo é oferecer mais qualidade de vida e novas oportunidades para as pessoas. É muito mais que uma moradia, é um trabalho que nós fazemos em todos os residenciais construídos pelo programa habitacional do Município também junto a famílias beneficiadas por outros programas, como o Cuidar do Lar, Compra Assistida e regularização fundiária”, destacou.

A secretária informou ainda que o público assistido é formado por crianças e jovens, donas de casa (mulheres jovens de meia idade e idosas) e também atende os homens com cursos de capacitação e qualificação profissional, com o objetivo de melhorar a remuneração no mercado de trabalho. “Nós temos uma equipe técnica e social altamente especializada e capacitada, formada por educadores físicos, psicólogos, assistentes sociais, pedagogos e um grupo de apoio logístico muito capacitado, que nos permite agir em cenários diferentes de acordo com o momento e a finalidade da atividade promovida”, comentou.

O secretário executivo de Habitação, Beto Pirulito, explicou que a equipe técnica e social da Semhab vive dentro dos residenciais e tem uma ligação boa com as famílias, o que permitiu fazer um perfil detalhado da comunidade, suas carências e necessidades. Ele contou que a equipe tem atuado em todo o complexo habitacional do Vista Alegre, com 11 residenciais e uma população estimada em 10 mil habitantes; no Residencial Hélio Miguel (Quilombola), em Paratibe; no Residencial Vista do Verde, no Jardim Veneza; além do Residencial Saturnino de Brito, no Distrito Mecânico; e atualmente trabalha na Comunidade Porto do Capim, no Bairro do Varadouro, onde a Prefeitura está realizando a revitalização em parceria com o Ministério das Cidades do Governo Federal, através do Programa ‘Periferia Viva’.

“O nosso programa de assistência social é integrado com outras secretarias, levando ações de saúde, esporte e lazer, trabalhando com jovens, mulheres e idosos, pois o objetivo é oferecer uma qualidade de vida e perspectiva de futuro, pois somente assim vamos cumprir a meta do prefeito Cícero Lucena e do vice-prefeito Leo Bezerra”, afirmou. Ele disse que é feito um calendário anual aproveitando campanhas, como o Outubro Rosa, de combate ao câncer de mama; Novembro Azul, de combate ao câncer de próstata; Setembro Amarelo, de conscientização contra o suicídio; além de datas específicas como o Dia das Mães, dos Pais e das Crianças.

Projetos e programas sociais – O programa social também tem uma atuação com grupos específicos, como o Projeto Arte e Cultura Florescer, que usa o teatro como instrumento de inclusão; Mulheres Poderosas (já concluído); e o projeto Aprendendo, que trabalha com mulheres; Projeto Davi, de musicalização com crianças do Vista Alegre em parceria com o Exército; Programa Eu Existo, de assistência às mães de jovens e crianças com TEA e outras deficiências.

A assistente social Cláudia Gouveia, que coordena um grupo de mulheres e o Projeto Davi, disse que o trabalho deles na comunidade é muito satisfatório, pois é possível ver o interesse e a evolução das pessoas como seres humanos, compartilhando momentos, dividindo tarefas, se solidarizando com os necessitados, fortalecendo as ligações afetivas dentro da comunidade.

Como exemplo, ela citou a dona de casa Crislaine França, mãe de Cleiton Gabriel França, que participa do Projeto Davi. Ela garante que o filho tem se dedicado aos estudos, por causa da participação no projeto e tem mostrado um bom desempenho escolar. “O que nós estamos fazendo é ajudando essas pessoas a terem uma nova mentalidade, criando memória afetiva e mostrando que sempre existe um motivo para se lutar por uma vida melhor, com mais qualidade de vida e mais amor”, comentou a assistente social.

Cursos de qualificação – O trabalho social dentro dos residenciais apontou duas situações vividas por uma parte dos moradores: o desemprego e a falta de capacitação e qualificação profissional, o que levou a Prefeitura de João Pessoa a buscar parceria com instituições públicas e privadas para mudar essa realidade. A assistente social Aline Soares Vasconcelos informou que já foram promovidos diversos cursos e muita gente conseguiu entrar no mercado de trabalho em áreas como a construção civil, panificação, vestuário, estética, artesanato e cuidador de idosos.

Ela explicou que primeiro é feita uma consulta ao Sistema Nacional de Emprego de João Pessoa (Sine-JP) para saber as áreas procuradas e o número de vagas oferecidas pelo mercado de trabalho, para, em seguida, procurar uma instituição para a realização do curso. “O que observamos é que tem pessoas que fazem o curso para se aperfeiçoar como acontece na área da construção civil, mas tem pessoas que passam a trabalhar por conta própria, como na confecção de doces e salgados. Outra área bem procurada é a de confecções, onde tem gente que ingressou no mercado de trabalho e tem pessoas que vão trabalhar com corte e costura e assim melhoraram a renda familiar”, ressaltou.

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