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Funjope abre exposição no Casarão 34 em homenagem ao Mês da Consciência Negra

Abrir espaço para as artes visuais que buscam valorizar e reafirmar a identidade afro-brasileira e afro-indígena. Essa é a proposta da exposição coletiva “Ilê: arte preta experimental”, aberta pela Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) nesta quinta-feira (6) no Casarão 34, Centro Histórico da Capital. A mostra, composta por quase 30 obras de 14 artistas da Paraíba e de Pernambuco, integra a programação da Prefeitura de João Pessoa pelo Mês da Consciência Negra e segue aberta à visitação gratuita até o dia 5 de dezembro.

Sob a curadoria de Guto Oca e Robson Xavier, a exposição reúne artistas de diferentes gerações que exploram diversas linguagens das artes visuais, como pintura, escultura, fotografia, performance, instalação, arte digital e vídeo. O projeto busca valorizar e reafirmar a identidade afro-brasileira e afro-indígena, promovendo um diálogo intergeracional sobre arte, ancestralidade, resistência e ocupação de espaços culturais.

O diretor executivo da Funjope, Marcus Alves, destacou a importância da mostra no contexto das políticas culturais da cidade. “É fundamental realizarmos esta exposição no Casarão 34, dedicada tanto a artistas consagrados quanto a novos talentos. É um encontro de gerações que compartilham uma mesma identidade de origem afro-brasileira. Nosso compromisso é acolher, proteger e estimular as mais diversas expressões culturais da Paraíba, valorizando a diversidade artística e fortalecendo o papel da arte como instrumento de transformação”, afirmou.

Para Vivian Santos, diretora do Casarão 34, a exposição é um convite à reflexão e à celebração da arte negra. “A mostra está belíssima, com trabalhos potentes e de várias linguagens. A arte é um vetor essencial para reescrever histórias e construir visualidades antirracistas. Convido toda a população a prestigiar a exposição e sentir a força e a sensibilidade de cada obra que compõe essa narrativa visual”, declarou.

O artista e curador Guto Oca explicou que a proposta é promover um encontro entre diferentes gerações e visões da arte negra. “Queremos aproximar artistas de tempos distintos e discutir a importância da arte negra como espaço de resistência, encontro e diversidade. A mostra reúne múltiplas linguagens visuais e busca aproximar o público das expressões periféricas e afro-brasileiras da nossa região”, destacou.

Já Robson Xavier, professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), artista e também curador, ressaltou o caráter afirmativo da mostra. “A ‘Ilê: arte preta experimental’ é uma exposição que reúne artistas afro e afro-indígenas de gerações distintas para discutir o papel da arte na ocupação dos espaços institucionais. É um ato de afirmação cultural e de resistência frente aos apagamentos históricos que esses povos sofreram. Mostramos aqui a potência da produção artística da Paraíba, que dialoga com o Brasil e com o mundo”, enfatizou.

Participam da exposição os artistas Aídyne Martins, Dori Nigro, Elioenai Gomes, Estêr Correa, Flaw Mendes, Guaraná Papaya, Guto Oca, Hicor, Jeorge Paiva, Kal Yoga, LiVasc, Natália Araújo, Victor Hugo e Zé Santana. As obras abordam temáticas variadas e são apresentadas em diferentes técnicas, como desenhos, pinturas, objetos, cianotipias, cerâmicas, arte digital e instalações.

Serviço:

Exposição: Ilê: arte preta experimental;

Período: até 5 de dezembro;

Local: Galeria Casarão 34 – Praça Dom Adauto, nº34, Centro Histórico;

Visitação: segunda a sexta-feira, das 9h às 17h;

Entrada: Gratuita.

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