Saiba porque as dores no corpo podem aumentar durante o inverno – GAZETA DE SERGIPE


Saiba porque as dores no corpo podem aumentar durante o inverno

Saúde em 24 jul, 2022 8:00 Compartilhar (Foto: Freepik)

Apesar de não ser comum termos em Sergipe invernos com temperaturas muito baixas, a exemplo do que acontece em estados do sul do país, a nova estação proporciona queda nos termômetros, que registram temperaturas mais baixas que o habitual para a região. Como característica do período, ocorre a redução da umidade do ar, que contribui para a ocorrência de algumas doenças típicas da estação e o agravamento de outros problemas já existentes.

De acordo com a coordenadora do curso de fisioterapia da Estácio, Fabíola Pereira, no inverno a temperatura corporal também diminui, o que provoca significativa redução da capacidade de resposta do sistema imunológico, favorecendo a atividade e a proliferação de diversos vírus respiratórios no organismo que, além disso, fica mais suscetível às infecções.

Além dos sintomas clássicos da friagem, como coriza, entupimento das vias aéreas, dor na garganta e espirros, as quedas de temperatura podem provocar a constrição dos vasos sanguíneos, o que dificulta a circulação de sangue para o organismo. “No frio, o corpo naturalmente reduz a circulação para preservar a temperatura, o que aumenta a viscosidade do líquido interno das articulações, que tem a função de lubrificá-las”, disse a fisioterapeuta, explicando que o aumento de viscosidade gera maior rigidez nas articulações e, consequentemente, aumento nas dores pelo corpo.

“Outro aspecto importante é que ao nos encolhermos, os músculos ficam mais tensionados, o que pode causar várias sequências diárias de contração involuntária, provocando dores pelo corpo ou agravar dores de doenças já existentes, como artrite e artroses”, explicou Fabíola Pereira.

A coordenadora de fisioterapia da Estácio destacou ainda que as chances de idosos serem mais afetados pelas dores no corpo durante o inverno têm relação com alguns fatores de risco. “Ser do sexo feminino, sedentário, com predisposição genética para doenças ósseas e diabetes são alguns dos fatores associados”.

Durante o inferno, todos precisam se manter mais aquecidos, porém, sem exageros, pois ao se aquecer de forma excessiva é possível provocar desidratação. “Embora a sede não seja a mesma, não podemos esquecer da ingestão de líquidos, principalmente da água. Manter o organismo hidratado é fundamental para manter o organismo saudável durante o inverno e evitar as dores pelo corpo características da estação”, conclui a fisioterapeuta.

Informações da Assessoria

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