Funcionário de resort de luxo é alvo de preconceito do chefe e precisa ser afastado – Correio de Alagoas: Notícias e Esportes

O número de crimes praticados em razão da orientação sexual das vítimas chega a 13, em Alagoas no ano de 2022.

A denúncia de um caso de transfobia ocorrido em um resort de luxo de Maceió foi recebida nessa quarta-feira (20) pela Comissão de Diversidade Sexual e Gênero da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL).

O caso, segundo as informações, aconteceu após um dos funcionários do resort ser alvo de preconceito que teria sido praticado pelo chefe direto. Diante da situação, o homem trans precisou ser afastado das funções por conta de problemas psicológicos, desenvolvendo depressão e precisando tomar medicamentos.

De acordo com a denúncia, o funcionário, que atuava como garçom, vinha sofrendo assédio moral no local de trabalho. “Trata-se de um garçom que vem recebendo outras atribuições, além do que teria que fazer. O gestor dele, do setor de bebidas e alimentos, dá tarefas a ele que outros funcionários não fazem, como carregar muito peso e descer seis lances de escada com o cooler cheio de bebidas e gelo. Além disso, há também os plantões noturnos. Ele deveria folgar às segundas, mas nunca consegue. O gestor, inclusive, chegou a falar para outros colegas de trabalho que vai fazer com que ele trabalhe igual a homem, já que ele quer ser homem”, destacou a vice-presidente da comissão, Else Freire.

Homofobia nas redes

Um segundo caso também foi registrado pela comissão após um primo fazer um comentário homofóbico em uma foto publicada nas nas redes sociais. O caso acabou repercutindo nas rede sociais, mas o OAB não vai atuar, à principio, por pedido da vítima, que preferiu buscar soluções dentro do âmbito familiar.

Crescimento no número de casos

Com as duas denúncias recebidas nessa quarta-feira (20), pela Comissão de Diversidade Sexual e Gênero da OAB, o número de crimes praticados em razão da orientação sexual das vítimas chega a 13, em Alagoas no ano de 2022.

Na semana passada, outros dois casos chegaram à Comissão de Diversidade Sexual e Gênero da Ordem, sendo um deles de homofobia praticado dentro de uma academia. Após a repercussão, com a atuação da OAB/AL, o acusado da prática se retratou diante da vítima e pediu desculpas, se comprometendo a participar, junto à comissão, de ações afirmativas e de conscientização em relação aos direitos das pessoas LGBTQIA+.

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