Conheça a Mitomania, a doença de quem mente – Imprensa 24h

A próxima sexta-feira é 1º de abril, data mundialmente conhecida como Dia da Mentira. É nesse dia que algumas pessoas aproveitam para fazer pegadinhas e brincadeiras em prol da diversão. Acontece que apesar desse lado engraçado, a mentira para algumas pessoas é um hábito, uma compulsão que tem o nome Mitomania.

Mentir uma vez ou outra faz parte do comportamento humano, é normal e todos nós fazemos, em maior ou menor grau.  O problema surge quando a pessoa mente com frequência e entra num ciclo em que as falsas histórias acabam se tornando um estilo de vida. Mentir compulsivamente é uma doença conhecida como mitomania.

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De acordo com a coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade São Luís de França, Marcela Teti, a mentira patológica é uma necessidade, um hábito de mentir, é quando a pessoa não consegue parar, mesmo tendo consciência de que não está falando a verdade. “Essa mentira compulsiva não é para conseguir espaço de poder ou conseguir ganhos materiais, é realmente uma tendência de não conseguir parar de mentir, não tem um objetivo maldoso”, explicou.

Para a psicóloga, na nossa sociedade esse hábito de mentir acaba sendo afirmado cotidianamente através das redes sociais. “Vemos com frequência pessoas fazendo montagens, editando fotos, organizando a estética de fotos e vídeos para que os outros ao verem seu perfil percebam algo que ela não é. Essa mentira é caracteriza por um estilo de vida que não é o seu”, destacou.

As causas que levam à Mitomania podem começar na infância ou na adolescência, geralmente indivíduos com baixa autoestima, que não têm reconhecimento social ou da própria família. “A pessoa começa a contar mentiras para figurar na sua rede de interação social como amistosa e interessante. Quando a mentira começa a ser reforçada com o indício do bem viver, a pessoas começa a desenvolver esse hábito de uma forma ininterrupta e patológica”, afirmou.

Tem tratamento?

Segundo Marcela Teti, os tratamentos mais adequados dentro da psicologia e psicoterapia têm haver com a Terapia Cognitivo Comportamental. “Precisamos desconstruir o circuito de reforço para que hábito não venha se repetir, ensinamos a pessoa a desenvolver habilidades sociais para que interaja de forma mais saudável, em que a verdade passa ser recompensada e afirmada ao invés da mentira, dessa forma a pessoa vai desaprendendo o processo de mentir e aflorando um novo hábito e um novo circuito de vida saudável”, finalizou.

  Shirley Vidal

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